O IBDE, desde o ano de 2001, sempre se dedicou a projetos inovadores. E sempre teve, dentre seus pesquisadores, projetos que modificaram o entendimento em relação ao Direito Eletrônico. Sabemos que na primeira década de nosso século, ainda que a Internet já fosse uma realidade desde os anos 90, muitos não admitiam haver uma ciência que interligassem os conhecimentos.
A partir desta nova etapa que estamos vivenciando, superada a fase de conscientização de que um direito ligado às novas tecnologias de comunicação existe e deve ser estudado (porque este foi nosso primeiro projeto), avançamos para a questão dos crimes de ódio na Internet. É preciso, neste momento, desfazer alguns discursos ultrapassados, que se baseiam no manto do que tudo é possível.

A publicidade não pode ser extremada, sob o pálio da liberdade de expressão. Há seres humanos envolvidos nas relações e Direitos Humanos a serem preservados.

Se a informação tornar-se a mola mestra de nossa sociedade, com certeza estaremos refutando os fundamentais direitos à privacidade. No projeto de que estamos em pleno desenvolvimento, trabalhamos em parceria com a ONG Marias da Internet. E é importante desmitificar a ideia de que existe um crime denominado vingança pornô.

Em um primeiro momento, não admitimos tratar-se de vingança, porque, de alguma forma, estaríamos admitindo justiça com as próprias mãos. E, em um segundo momento, não se pode afirmar tratar-se de pornô, porque as imagens são íntimas.

O conceito de vingança pornô é uma tradução do inglês revenge porn e não se pode equiparar ao que vivenciamos. O que se tem, em verdade, é um crime de ódio, deflagrado por interesses mesquinhos do autor do fato e a exposição de indevida da vítima. O ambiente das imagens é íntimo e privado, retirando a ideia de pornografia.

Por estas questões e entendendo que devemos trabalhar direito, sociologia e psicologia, a parceria com a ONG Marias da Internet é de extrema importância. Mudar conceitos. Quebrar preconceitos. Respeitar a vítima.

O curso que o IBDE está oferecendo é para capacitação do profissional. O curso está aberto a todos, inclusive a leigos.

Os detalhes do certificado e do curso serão expostos no regulamento.


SELO DE PROFISSIONAL CREDENCIADO

Para poder usar o selo, o profissional deverá realizar o curso, passar pela prova, e, só após aprovação, terá o direito de utilizar o certificado de capacitação. O uso do selo, sem a correspondência em nossa página, não possui qualquer valor legal.